Fitert participa de seminário conjunto FIA-LA/UNI-MEI/Panartes em Montividéu

Esta semana, entre os dias 29 e 31, a Fitert estará no seminário conjunto da FIA-LA/UNI-MEI/Panartes, em Montividéu, no Uruguai. O evento reunirá grupos das três entidades, com o intuito de discutir problemas em comum e também para realizar a implementação de projetos da Union to Union, a confederação sueca. A Fitert será representada através da presença de José Antônio, seu coordenador geral e presidente da Panartes, Celene Lemos, secretária de políticas para mulheres e minorias, e Miguel Novaes, secretário de relações internacionais.

Já na abertura do encontro, José Antônio falou sobre as reformas implantadas pelo governo golpista de Michel Temer, ressaltando que os problemas que o Brasil está enfrentando são os mesmos que os argentinos estão vivendo com o governo Macri. “Precisamos pensar numa política mundialmente inclusiva para os trabalhadores, precisamos tirar encaminhamentos práticos e urgentes, pois as reformas trabalhistas, sindical e previdenciária no Brasil acabam com os trabalhadores e levam os sindicatos a falência”, frisou José Antônio.

Marcio Mozane, secretário-geral da UNI Américas, falou da importância da UNI e disse ser necessário escutar a Panartes, pois ela é canal de comunicação com os trabalhadores, a sociedade e os veículos de comunicação. Ele ainda deu ênfase ao fato de que é visível o engajamento da mídia, juntamente com os partidos de direita, para contribuir com as propostas de retirada de direitos dos trabalhadores em todo mundo e que, exatamente por isso, é necessário fazer frente aos ataques, aproveitando o crescimento dos movimentos sociais nos países da América Latina.

Para Miguel Novaes, secretário de relações internacionais da Fitert, ainda falta um fio condutor que ligue os problemas da América Latina. “Estamos vivendo contextos desfavoráveis para os trabalhadores em todo mundo e, principalmente, no Brasil com as reformas do governo golpista Temer. O movimento da direita se move muito rápido, precisamos pensar no conjunto dos trabalhadores, pois a correlação de forças entre trabalhadores, empresas e governo são díspares”, completou o secretário.

Já Celene Lemos, enfatizou a necessidade de se realizar no Brasil um encontro de mulheres da América Latina, para se discutir os problemas da mulher. Além disso, ela lembrou ainda que foi aprovado no último seminário das entidades a construção de uma cartilha sobre os principais problemas enfrentados pelas mulheres no Brasil, o que ainda não foi encaminhado pela FIA.

A expectativa é que o seminário traga à tona debates que fortaleçam as lutas dos trabalhadores na América Latina, além de permitir o trabalho conjunto das três entidades para o combate aos ataques do patronato.

Fonte: Da redação, com informações da Secretaria de Relações Internacionais

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