Fitert se solidariza com senadoras e repudia agressões

No último dia 11, em sessão no plenário do Senado Federal, o Brasil presenciou um dos maiores ataques aos direitos dos trabalhadores: a aprovação do PLC 38/2017, que tem por objetivo a destruição da CLT.

Contudo, na tentativa de barrar o avanço de tal matéria, as senadoras da oposição – Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra, Vanessa Grazziotin, Regina Souza e Lídice da Mata – ocuparam a mesa diretoria do plenário, obstruindo a votação que deveria ter se iniciado na parte da manhã, num ato de resistência e enfrentamento a mais uma fase do golpe empresarial-parlamentar.

A Fitert se solidariza com as senadoras e subscreve integralmente a nota da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), publicada na tarde de ontem (12). Confira abaixo o texto:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AS SENADORAS E REPÚDIO AO PAPEL DA MESA DO SENADO

Senhores senadores e senhoras senadoras da República,

A Central Única dos Trabalhadores presenciou com indignação a aprovação por este parlamento do desmonte dos direitos da classe trabalhadora e a fragilização das relações de trabalho no país.

Os lamentáveis episódios que ocorreram neste parlamento nos últimos meses nos causa preocupação e vergonha. Estamos falando da votação da (contra)reforma trabalhista, que destrói direitos no trabalho e joga milhões de trabalhadores e trabalhadoras nas mãos de capitalistas sem escrúpulos, aprovado  de forma abrupta, sem ouvir ou debater com as representações dos trabalhadores e trabalhadoras, considerando apenas o desejo do grande capital, eliminando qualquer dúvida que poderíamos ter sobre o estado de exceção pelo qual passa o país e a nossa frágil democracia.

Na sessão desse 11 de julho só temos de nos orgulhar a rebeldia  e resistência das senadoras Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra, Vanessa Grazziotin, Regina Souza e Lídice da Mata, que, em suas corajosas posturas de enfrentamento às manobras conduzidas pela presidência do Senado, como legítimo preposto do governo impostor de Michel Temer em aprovar, à margem da participação popular, a desconstrução da CLT, que retira conquistas fundamentais  das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, notadamente no que se refere às mulheres.

A CUT se solidariza com as senadoras que colocaram seus mandatos a serviço da classe trabalhadora e da defesa da democracia.

Repudiamos qualquer ação deste Senado que vise puni-las ou desqualifica-las por cumprir o papel que deveria ser função deste parlamento e dos senhores senadores. As ações dessas grandes mulheres senadoras da República é o que ainda resta de positivo neste processo de golpe e desmando instalados neste país.

Repudiamos ainda, as atitudes machistas e truculentas do Presidente do Senado, senador Eunicio Oliveira, de arrancar o microfone fixado no vestuário da senadora Fátima Bezerra, que presidia aquela sessão, de apagar as luzes e trancar os banheiros femininos do senado.

Por todas as razões aqui expressas, reiteramos nossa posição contra qualquer tomada de decisão da Comissão de Ética deste Senado sobre “quebra de decoro parlamentar” contra as Senadoras. Entendemos que quebra de decoro é o que os senhores têm cometido cotidianamente contra o povo brasileiro.

A Central Única dos Trabalhadores permanecerá em vigília e denunciará em cada recanto deste País os traidores e traidoras da classe trabalhadora e da sociedade brasileira.

Desenvolveremos todos os esforços para que não retornem ao parlamento.

Vagner Freitas
Presidente

Juneia Batista
Secretária da Mulher Trabalhadora

 

Fonte: Da redação, com informações da CUT.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.

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