Comitê Executivo da UNI Américas debate situação dos trabalhadores no continente

A 20ª Reunião do Comitê Executivo da UNI Américas que aconteceu na cidade de Montevidéu, Uruguai, continuo nos dias 6 e 7 de julho, ainda com a participação do secretário de relações da Fitert e membro do Comitê Executivo da UNI Américas, Miguel Novaes e José Antônio, diretor-coordenador da Federação e presidente da Panartes (Confederação Pan-americana de Rádio, TV, Artes e Espetáculos), braço da UNI Global e UNI Américas.

Ainda no dia da abertura, a reunião contou com a presença de Regina Camargos, técnica do Dieese para o setor bancário, que falou sobre os impactos nas relações trabalhistas na industria financeira. Ela afirmou que nos últimos anos a revolução digital no setor financeiro, em função do avanço tecnológico, desempregou mais de 55 mil bancários. “A inovação tecnológica é uma das estratégias do capital para reduzir custos, aumentar o lucro e incrementar a produtividade do trabalho”, afirmou a técnica. Além disso, acrescentou que a 4ª Revolução Industrial é formada por plataformas digitais, robôs inteligentes e inteligência artificial.

Houve ainda uma explanação sobre o avanço do comercio eletrônico, feito por Alexes Osores. da Federación Uruguaya de Empleados de Comercio y Servicios (FUECYS). Alexis disse que o comércio eletrônico é tudo aquilo que é feito pela internet. Segundo Osores dois terços da população já usam smartfhones para negócios via internet.

Já período da tarde do dia 5, aconteceu um debate sobre a Prossegur, com Marvin Largaespada, diretor regional da UNI Américas, que falou sobre a violações praticadas pela Prossegur na Índia e América do Sul. Por conta disso, a UNI se reuniu com um grupo de investidores em Londres, onde entregaram dossiê sobre as irregularidades e violações praticadas pelo grupo. Ele também reportou que a denúncia caiu como uma bomba dentro da Prossegur, afetando inclusive a reputação da empresa na Europa e na bolsa.

Para finalizar o primeiro di, aconteceu a exposição de Carlos West Ocamp, presidente da Federación de Asociaciones de Trabajadores de la Sanidad Argentina (FATSA), presidente mundial da UNI Cuidados e presidente da Fundação de Pesquisa para a Saúde. Ocamp é licenciado em Antropologia Cultural pela Faculdade de Ciências Naturais y Museo, Universidade Nacional de La Plata e presidente da Fundacão Docencia e Investigación para la Salud. Carlos falou sobre as Mudanças demográficas e seu impacto no setor de Cuidados (Saúde). Ele explanou sobre que as mudanças que vem ocorrendo na genética humana (genes modificados), que produzirão seres humanos que viverão até 130 anos e finalizou dizendo que esses seres modificados já se encontrão entre nós.  

Na manhã do dia 6, foi iniciado os trabalhos com a apresentação de José Simões, diretor para a América Latina do SEIU (Organização Internacional de Trabalhadores Empregados do Setor de Limpeza) – uma organização com mais de 2 milhões de filiados nos Estados Unidos, em Porto Rico e no Canadá, e, de acordo com as suas informações, representa mais trabalhadores imigrantes do que qualquer outro sindicado dos Estados Unidos.

O maior debate se deu sobre as reformas implementadas pelo governo ilegítimo do Brasil, pois é notório que há uma preocupação dos países vizinhos de que essas medidas sejam estendidas para os seus territórios.

Outro tema que predominou as discussões foram as Novas Tecnologias, pois “todos os setores, em todos os países, estão sendo afetados, já que há um número crescente de trabalhadores perdendo emprego todos os dias em função do avanço tecnológico”, disse Simões.

Philip Jennings, presidente da UNI Global Union, disse que não podemos ficar para trás, precisamos transacionar para o futuro rompendo barreiras. “Qual tem sido o impacto das reformas na vida dos trabalhadores? Na família? Saúde? Relações Pessoais? Não vamos aceitar ou ficar tranquilos com aquilo que eles acham que nos dão”, reforçou o presidente.

José Antonio, diretor-coordenador da Fitert e presidente da Panartes falou dos grandes desafios que os trabalhadores estão enfrentando na América Latina. Disse que o governo golpista de Michel Temer tem provocado grandes prejuízos ao conjunto dos trabalhadores e que o governo conta com o apoio do Congresso Nacional para aprovar a retirada das conquistas dos trabalhadores. Ele ainda falou sobre o seminário realizado pela Panartes, em conjunto com a FIA-LA, em março de 2017 em Montevidéu, onde se elaborou um planejamento para os próximos 5 anos, tomando como metas principais a sindicalização e a questão de gênero – o seminário foi financiado por Union to Union (Sindicatos Suecos). Para fechar sua fala, José Antônio acrescentou que a próxima reunião da Panartes acontecerá em novembro deste ano, em Buenos Aires, Argentina.

Para Miguel Noves, secretário de relações internacionais da Fitert e membro da direção da UNI Américas, “a reunião deu um passo importante na elaboração de um plano de lutas em favor dos trabalhadores e deixou claro que a UNI Américas rejeita esse governo ilegítimo do Brasil. A união das entidades de trabalhadores na América é fundamental para se construir a unidade dos trabalhadores”. Ele completou afirmando que foi aprovado uma menção de repúdio ao governo brasileiro pelas atrocidades que vem praticando contra a classe trabalhadora.

Fonte: Secretaria de Relações Internacionais da Fitert

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