Trabalhadores do IAT paralisam atividades por falta de salários

Os Trabalhadores do Instituto Anísio Teixeira (IAT), contratados pela Produtora Núcleo Vídeo e Produções (NVP), responsáveis pela transmissão em Vídeo Conferência do Programa Educacional do Governo do Estado da Bahia EMITEC, estão paralisando suas atividades por falta do pagamento dos salários dos mais de 54 trabalhadores Profissionais da Comunicação, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Rádio, TV e Publicidade da Bahia ( SINTERP/BA). A paralisaçâo ocorrerá nesta segunda-feira, nos primeiros horários, na porta do Instituto. As aulas são transmitidas em videoconferência (online) e atendem no mínimo 430 cidades da Bahia em um universo de 21 mil estudantes das mais diversas localidades do estado. Este é um projeto social do Governo do Estado da Bahia, com extrema capacidade de alcance, para pessoas com grande dificuldade de adquirir sua formação.

O projeto vai ao encontro das pessoas carentes, encurtando a distância dos alunos, aumentando as possibilidades do conhecimento, quebrando a triste marca que carrega o estado com baixo índice de pessoas com segundo grau completo. Um projeto forte com marca de pura ousadia e bastante desafiador, que envolve diretamente a Educação, a Cultura e a Comunicação com uma excelente qualidade profissional do corpo docente. No entanto, é dada pouca importância aos profissionais que estão por trás deste projeto, tendo baixos salários e investimentos insignificantes, isso quando recebem! Lamentavelmente, o projeto não é visto como uma das prioridades para o IAT nem para o próprio Governo do Estado, que o criou.

O EMITec (Ensino Médio com Intermediação Tecnológica) leva a educação a regiões remotas, atuando onde não há oferta de Ensino Médio ou com carência de profissionais com formação específica, como já explicou a coordenadora do programa, Letícia Machado, em entrevista para o jornal A Tarde. É uma iniciativa baiana e pioneira no que se propõe, fazendo uso de uma rede de serviços de comunicação multimídia que integra dados, voz e imagem, constituindo-se em uma alternativa pedagógica para atender a jovens e adultos que moram em localidades distantes ou de difícil acesso. São aulas ao vivo, de segunda a sexta, transmitidas de Salvador para todas as telessalas. Para isso é usada uma moderna plataforma de telecomunicações, com uso de soluções tecnológicas que incluem videoconferência e permitem a interatividade dos estudantes com os professores. As aulas também são gravadas e postadas no ambiente virtual de aprendizagem, para serem vistas a qualquer momento pelos alunos. Nos primeiros quatro anos foram formados 11 mil alunos, com realização de formaturas em cada uma das localidades. O aluno formado pelo EMITec está preparado para frequentar a universidade. Além da equipe técnica que trabalha na operacionalização das videoaulas, trabalhadores representados pelo SINTERP/BA, existe um corpo docente formado por professores do estado.

Por todas essas razões sabemos que o projeto é de grande importância para que os funcionários que o transmitem fiquem sem salários e sujeitos à paralisações. É uma prioridade que o Governo do Estado pague os salários dos trabalhadores e respeite seus direitos para não afetar a realização deste projeto fundamental para o ensino na Bahia.

Fonte: Sinterp/BA

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