Termina com vitória dos trabalhadores a greve nas Rádios Clube AM/FM de Lins, em SP

Após intensas rodadas de negociações e com a pressão dos trabalhadores, ao manter-se firmes durante a greve, a direção da empresa aceitou fazer a regularização nos pagamentos dos tickets atrasados e não pagos, pagamento do percentual do Programa de Participação nos Resultados (PPR), cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT – nos itens que a empresa não cumpria (19 itens) , estabilidade no emprego e não desconto dos dias parados para os trabalhadores que entraram em greve.

O Sindicato, então, com a chancela de seu departamento jurídico, assinou, junto com os trabalhadores, que entraram em greve, o acordo com o representante da emissora do Grupo SRC, em Lins, para o retorno ao trabalho.

A partir de agora, depois de muitos anos sem cumprimento de Leis trabalhistas, todos os trabalhadores das empresas Lins Rádio Clube AM e Rádio Clube FM deverão receber seus pagamentos através de conta bancária, firmado com isso, a impossibilidade de fraudes no registro de atrasos de pagamentos, quando houver. Todos os trabalhadores também deverão receber o pagamento de tickets refeição. A empresa se compromete a liberar a entrada do dirigente sindical e, caso houver divergência no futuro a respeito dessa situação, quadro de aviso com vidro e chave deverá estar a disposição da entidade sindical, para fixação de material informativo do Sindicato.

No próximo mês de maio, percentual de 50% dos salários, referente ao PPR, cláusula da CCT 2016/2017, deverá ser pago a todos os trabalhadores da empresa em uma única parcela. Para os trabalhadores que entraram em greve, também devem ser pagas as parcelas negociadas do retroativo. Recolhimento de FGTS e INSS, em atrasos nessas emissoras, também foram realizados e deixados em dia.

O movimento grevista dos trabalhadores das empresas do grupo SRC, em Lins, foi uma vitória, que está cravada na história da categoria e da cidade. Um exemplo a ser seguido por todos trabalhadores radialistas e de outros trabalhadores do grupo SRC, quando se conscientizarem que seus direitos e sua dignidade não podem ser desrespeitados.

No retorno ao trabalho, a empresa promoveu assédio moral coletivo aos trabalhadores, ao impedir os mesmos de entrar na empresa, no horário combinado, para tratativas sobre o retorno ao trabalho. Fato registrado e que será questionado em instância apropriada.

Fonte: Blog do Radialista

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