Sinterp/BA participa de workshop realizado pelo TRE-BA para profissionais da imprensa

 Por Joice Antero

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) promoveu, na última quinta-feira (16/8), o Workshop – Mídia e as Eleições. O encontro teve o objetivo de esclarecer aos profissionais da imprensa que atuam no processo eleitoral as questões legais relacionadas às empresas de comunicação durante o período eleitoral. Mais de 100 profissionais de diferentes veículos de imprensa da capital e região metropolitana participaram do evento. O SINTERP/BA marcou presença no evento e conferiu as temáticas abordadas. O evento que foi na mesma data de início da propaganda eleitoral analisou os novos processos de campanha eleitoral no cenário midiático atual.

O workshop foi aberto pelo presidente da Corte Eleitoral baiana, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, que lembrou sobre a importância da influência dos veículos de comunicação nas eleições. “A mídia é muito importante tanto para o TRE quanto para a população, no sentido de orientar a sociedade e para que tenhamos uma eleição cristalina”, afirmou.

O analista judiciário da Seção de Editoração, Pesquisas e Publicações Acadêmicas (SEEPPA) do TRE, Jaime Barreiros, falou sobre as permissões e vedações dos meios de comunicação (Lei das Eleições – Lei nº 9.504). Jaime abordou que na última pesquisa eleitoral ficou constatado que metade do eleitorado ainda não definiu seu voto para as eleições para Presidente da República. “Então mais do que nunca essa reta final vai ser fundamental para definir os resultados, a propaganda sem dúvida é a alma do negócio’’, declarou. Comentou também sobre as práticas da pré-campanha eleitoral e a disseminação de notícias e informações nas redes sociais, a importância de filtrar e verificar a veracidade das informações isso reduz o alcance e proliferação das Fake News. Destacou sobre as novas regras na comunidade digital, a possibilidade de uso e impulsionamento de publicação de propagandas eleitorais nas redes sociais agora é permitido, mas que essas práticas só serão permitidas até o sábado véspera da data de votação, e que o impulsionamento de publicação no dia da votação configura um crime eleitoral, o compartilhamento também se caracteriza como crime. Na prática, o que pode e o que não pode em relação à cobertura jornalística, a exemplo da realização de entrevistas e debates com os candidatos. “A única observação que vocês têm que saber é que deve ser dado tratamento isonômico aos candidatos, deve ser dado o mesmo espaço, nos termos da lei”, destacou.

Anne Caroline Pinto Garcia – Coordenadora de Eleições e Logística (COELOG) esclareceu e fez uma abordagem sobre as formas de controle de segurança da biometria e apuração dos resultados eleitorais, e reforçou que a biometria é um procedimento que garante a legitimidade identitária dos eleitores, mas não influi na rapidez do processo de votação,  e que por conta da novidade do processo algumas pessoas ainda não estão totalmente familiarizadas o que pode contribuir para demora, e que é importante conscientizar a população sobre isso. Relatou sobre as inovações tecnológicas, como o aplicativo do TSE com o nome “Resultados”, onde é possível acompanhar, em tempo real, os dados do resultado da eleição em todo o Brasil e visualizá-los a partir de consulta nominal, que apresenta o quantitativo de votos totalizados para cada candidato com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno. Também permite selecionar os candidatos favoritos e selecioná-los para acompanhar a apuração e está disponível para Android e iOS. O aplicativo Pardal – Denúncias que possibilita aos eleitores notificar irregularidades e não conformidades nas campanhas funciona assim: ao identificar um problema, o cidadão tira uma foto e, por meio do App, envia as evidências para a Justiça Eleitoral no estado ou município, que fará a análise da denúncia. E o aplicativo e-Título, aplicativo que permitirá aos eleitores acessarem uma via digital do título eleitoral por meio do seu smartphone ou tablet. A novidade é uma iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) que foi abraçada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será adotada em todo o país.

 Perfil eleitorado baiano

Na Bahia 10.393.170 eleitores baianos votarão no próximo 7 de outubro, são 200 Zonas Eleitorais no estado, 10.150 locais de votação, 36.056 Seções eleitorais e mais de 140 mil mesários que atuarão no dia das eleições. Na Bahia 65,76% dos eleitores serão identificados por biometria cerca de 6.834.276 cidadãos, o objetivo é identificar 100% do eleitorado até 2022.

Os maiores colégios eleitorais da Bahia estão situados em Salvador 1.827.436 eleitores, Feira de Santana 384.050 e Vitória da Conquista 221.849 eleitores, em Lajedinho se concentra o menor colégio eleitoral com 3.235 eleitores. Eleitores entre 30 e 39 anos correspondem ao maior quantitativo entre votantes na Bahia: são 2.413.609 baianos, cerca de 23,23% do total. A caixa etária entre 20 e 29 anos é a segunda mais expressiva, com 2.212.924 pessoas, 21,29% do total de eleitores baianos.

Gênero e inclusão

Mais da metade do eleitorado baiano é de mulheres, são 5.473.207 eleitoras são 52,7%, os homens correspondem a 4.917.620 eleitores cerca de 47,3%. Cerca de 42.090 eleitores baianos declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. Estes cidadãos poderão votar em sessões especiais adaptadas pela justiça eleitoral com elementos que garantem acessibilidade. Pela primeira vez, eleitores transexuais e travestis terão o nome social impresso no título e no caderno de votação, ao todo 318 pessoas fizeram essa escolha no estado ao atualizar os dados cadastrais na Justiça Eleitoral. Em Salvador, 122 eleitores solicitaram esta alteração. Nome social é aquele que designa como o transexual ou travesti é reconhecido. A autoidentificação foi aprovada pelo plenário do TSE em 1° de março de 2018.

Grau de instrução 

A maior parcela do eleitorado declarou ter Ensino Fundamental incompleto, número que corresponde a 2.621.160 votantes. Outros 2.271.480 eleitores afirmaram ter concluído ensino médio. Os eleitores de ensino superior somam 64.051 cidadãos, segundo a base de dados do Cadastro Eleitoral. O percentual de analfabetos se concentra em cerca e 7,56% 785.596 eleitores.

Fonte: Sindicato dos Radialistas da Bahia.

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