Nota de repúdio às ameaças e violações de direitos sofridas pelo radialista Marcelo Ribeiro de Roraima

Após realizar a denúncia de uma possível irregularidade envolvendo a empresa terceirizada responsável pelo preparo das refeições destinadas aos presos do sistema carcerário de Boa Vista em seu programa de rádio “Acorda, Roraima”, o radialista Marcelo Ribeiro recebeu ameaças de morte por parte de Renan Beckel Filho e teve sua residência revistada sem um mandado judicial.

Renan Filho é sócio de Guilherme Campos, filho da atual governadora de Roraima, na Qualigourmet Serviço de Alimentação Eireli, a empresa responsável pela alimentação da população carcerária de Boa Vista. Momentos após o encerramento do programa em que foi feita a denúncia, o empresário ameaçou Marcelo Ribeiro de morte através de telefonema e, num segundo momento, até mesmo telefonou para Ronan Marinho, titular da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de Roraima (SEJUC), na tentativa de chamar uma viatura policial.

Na noite do dia 28/02 (quarta-feira), após o episódio das ameaças por parte de Renan, a residência do radialista foi invadida por policiais militares e civis, que não estavam em posse de mandado judicial, mas forçaram a entrada no imóvel, revistando o mesmo e também os veículos que lá estavam. A justificativa que apresentaram era de que Marcelo possuía uma arma de fogo e estava ameaçando a integridade física de terceiros. Nenhuma arma foi encontrada e da mesma maneira Marcelo foi levado ao 5º Distrito Policial para prestar depoimento.

A Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão) e o Sindicato dos Radialistas de Roraima repudiam a atitude do empresário Renan Beckel Filho e também a ação dos policiais que invadiram a residência de Marcelo Ribeiro. É inadmissível que um profissional da comunicação tenha a sua liberdade de expressão violada desta forma.

Marcelo Ribeiro, como comunicador, tem direitos que devem ser respeitados. Ao exercer seu papel e informar a sociedade sobre os problemas políticos locais, sua vida não pode correr riscos. Novamente, a Fitert enfatiza a necessidade de os órgãos governamentais colocarem em prática as medidas já existentes que visam proteger o trabalhador e o direito humano à comunicação. Sem uma comunicação, não há democracia!

Fitert e Sindicato dos Radialistas de Roraima

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