Assembleias conjuntas dos jornalistas e radialistas acontecem em todo o Estado de 19 a 26 de maio

Os radialistas e jornalistas do Estado de São Paulo decidiram unir forças para reagir à tentativa das empresas de rádio e televisão de retirar direitos e precarizar as condições de trabalho das duas categorias. As empresas agem com uma brutalidade e intransigência que não se vê há tempos.

Os jornalistas estão em campanha salarial desde dezembro, sem conseguir renovar a Convenção Coletiva, pois os patrões querem acabar com conquistas e impor condições piores que a nefasta reforma trabalhista. A data base ocorreu em 1º de dezembro de 2017. Já houve onze rodadas de negociação com o sindicato patronal, que se mantém intransigente e não aceita mexer em sua proposta de retirada de direitos. Com isso, a Convenção já expirou, e o impasse, que se mantém, só pode ser rompido com uma forte mobilização da categoria.

Os radialistas, cuja data base passou em 1º de maio, enfrentam agora o mesmo cenário (veja os principais direitos ameaçados no verso). A campanha salarial ocorre desde março, com data base em 1º maio passado. O sindicato está em campanha de mobilização da categoria, e os radialistas enfrentam a mesma tentativa dos patrões de dilapidarem os direitos contidos na Convenção Coletiva. As duas categorias trabalham juntas, todos os dias, nas mesmas empresas, e a união de forças surgiu como um caminho, nesta situação difícil, para obrigar as empresas a respeitarem as nossas legítimas reivindicações. É por isso que os sindicatos decidiram realizar assembleias regionais unificadas em todo o Estado a partir de 19 de maio.

Nas assembleias, os trabalhadores das duas categorias vão debater e definir ações conjuntas, na capital e nas cidades do interior e litoral, incluindo a possibilidade de paralisação unificada. A mobilização unitária de todos os trabalhadores e trabalhadoras de rádio e TV dá ânimo e força para resistir em defesa de nossas condições de vida e trabalho.

Veja os principais direitos que as empresas querem tirar de radialistas e jornalistas:

Quinquênio – A cada 5 anos, o trabalhador que se mantém no emprego ganha um adicional de 3% no salário. As empresas querem congelar esse direito: o quinquênio deixaria de acumular, e só se mantém para quem já o ganha.

Estabilidade pré-aposentadoria – É uma cláusula que impede as empresas de demitirem o trabalhador que se aproxima da aposentadoria. Os patrões querem derrubar essa garantia em troca de uma indenização.

Estabilidade da gestante – Direito que as mães têm de voltar ao trabalho após a licença-maternidade, tendo garantida a estabilidade por um mês. É uma proteção para a mulher. Os patrões querem derrubar em troca de indenização.

Decisão sobre as férias – O trabalhador tem o direito de decidir se quer tirar 30 dias corridos de férias ou quebrar em até três períodos. As empresas querem passar a ter o direito de decidir sozinhas sobre isso (podendo usar férias, por exemplo, para as escalas de final de ano).

Banco de Horas – As empresas querem piorar brutalmente a jornada de trabalho das duas categorias, estendendo o período de compensação para até seis meses. No caso das duas categorias, há possibilidade de redução de ganhos para parcelas dos trabalhadores, a depender do contrato de trabalho. Totalmente inaceitável! Não podemos deixar que as empresas destruam o que conquistamos em décadas de luta!

Participe das assembleias:

Piracicaba – 14h Sindicato dos Bancários (Sindban Piracicaba) R. XV de Novembro, 549 – Centro

Presidente Prudente – 14h Regional do Sindicato dos Jornalistas Rua Ulisses de Castro, 268 – Bairro do Bosque 

Ribeirão Preto – 10h Subsede do Sindicato dos Radialistas R. Álvares de Azevedo, 432 – Vila Tibério

São José do Rio Preto – 14h Regional do Sindicato dos Jornalistas Rua Antônio de Godoy, 5342 – Bairro Nova Redentora

Campinas – 11h Sindicato dos Metalúrgicos R. Dr. Quirino 560 – Centro

SEGUNDA – DIA 21

Itapetininga – 19h Subsede do Sind. dos Rodoviá- rios de Sorocaba e Região R. Dr. Virgílio de Rezende, 866 – Centro

TERÇA – DIA 22

Bauru – 19h Regional do Sindicato dos Jornalistas R. 15 de Novembro 3-70  (esq. com R. Rubens Arruda) – Centro –

Santos – 19h Sindicato dos Metalúrgicos de Santos Av. Ana Costa, 55 – Vila Mathias

Sorocaba – 19h Sede do Sind. dos Rodoviários de Sorocaba e Região R. Capitão Augusto Franco, 159 – Vila Amélia 

QUARTA – DIA 23

ABCD – 14h Rede TVT Travessa Monteiro Lobato, 95 – São Bernardo do Campo 

Vale do Paraíba – 14h União Dos Aposentados e Pensionistas de Taubaté Praça Monção, 21 – Vila Lapi

SÁBADO – DIA 26

Capital – 10h Sindicato dos Jornalistas R. Rego Freitas, 530 – Sobreloja – Vila Buarque – São Paulo

 

Fonte: Sindicato dos Radialistas de São Paulo.

One comment

  1. É por essas e outras que às vezes me dá vontade de sair dessa porcaria de Brasil e ir morar no exterior. Nunca ouço falar de greves de radialistas e jornalistas ocorridas nos EUA, França, Austrália, Inglaterra, Chile, Paraguai… É só mesmo no Brasil que elas acontecem, e principalmente por causa da má índole dos homens que mandam no país, tanto no campo governamental quanto no empresarial. E tudo por culpa de um sistema econômico injusto que só beneficia os ricos e poderosos! Como é feliz quem mora no exterior, meu Deus…

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