Trabalhadores da TV Marília arrancam na força da greve salários, décimo terceiro atrasados e o não desconto dos dias parados

Encerrou nesta sexta (10) a greve dos trabalhadores da TV Marília após a realização dos pagamentos de salários e décimo terceiros atrasados aos trabalhadores que estavam em greve. 
 
Foram necessários cinco dias para que a direção da empresa se organizasse, atrás de recursos, para realizar os pagamentos. Em meio a greve a empresa tentou negociar a volta ao trabalho, mesmo que parcial, o que foi recusado pelos trabalhadores, já que não houve apresentação de uma nova proposta de pagamento. 
 
Radialistas e Jornalistas cruzaram os braços depois de diversas semanas de tentativa de negociar os pagamentos atrasados, que vinham sendo realizados de forma parcial desde outubro do ano passado.
Restou, então, a greve, que é um instrumento de luta dos trabalhadores para defesa e conquistas de novos direitos. 
 
Mesmo conquistando o pagamento do décimo terceiro e salários atrasados, de todos os trabalhadores em greve, alguns deles, que haviam sido dispensados e/ou pediram demissão antes do início do movimento, foram informados que suas verbas rescisórias só seriam pagas conforme fossem sendo realizados os pagamentos de salários dos trabalhadores, que estão na empresa. O que foi prontamente recusado pelos trabalhadores, que no caso são jornalistas, e pelo Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo que acompanhou a greve. 
 
Como os trabalhadores nesta situação pertence a categoria dos Jornalistas, esta questão foi encaminhada para a direção desta entidade, que em breve estará se reunindo com a direção da empresa para tratar do assunto.
 
A empresa se utiliza de forma ilegal de estagiários do curso de Publicidade e Propaganda para realização de funções regulamentadas, além do descumprimento de diversas cláusulas da convenção coletiva da categoria, bem como da Lei do Radialista. Por essas questões e outras, a direção do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo deverá fazer contato com  a direção da empresa para regularização da situação.
 
Fonte: Sindicato dos Radialistas de São Paulo

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