Secretária geral da Fitert participa de oficina da Rede de Mulheres UNI Américas Brasil

Aconteceu nos dias 28 e 29 de junho, na Colônia de Férias do Sindicato dos Comerciários de SP, em Praia Grande, a 7ª Oficina de Gênero da Rede de Mulheres UNI Américas Brasil, cujo tema foi “Mulher e o Futuro do Mercado de Trabalho”.

A oficina teve início com uma mesa composta por representantes de centrais sindicais CUT e UGT, que fazem parte da Rede de Mulheres, e a apresentação do evento. A Fitert foi representada pela participação de Andréa Bussolo, secretária geral da Federação.

Em seguida, houve a primeira palestra “Análise da Conjuntura Atual”, com o professor Moisés Marques. Ele ressaltou como as Reformas Trabalhista e da Previdência irão afetar ainda mais as mulheres, já tão prejudicadas com jornadas duplas ou triplas de trabalho e salários menores que os dos homens. Marques também afirmou que o desemprego cresce a largos passos e isso é ainda maior no que diz respeito às mulheres. Segundo o professor, a desigualdade de salários também é evidente e, conforme dados da OIT, seriam precisos 70 anos neste ritmo para a questão se equilibrar.

Após o almoço, o professor Ricardo Silva falou sobre “O Mundo Digital no Trabalho”. Nessa palestra foi explanado sobre os benefícios e os perigos da internet e das redes sociais no mundo atual.

Fechando as atividades do primeiro dia, a então coordenadora da Rede de Mulheres Rede de Mulheres UNI Américas Brasil, Cenise Monteiro, apresentou o Plano de Ação do Comitê de Mulheres – UNI Américas, que foi deliberados no Encontro em Medellín, Colômbia. Entre as medidas do plano, estão: continuar com a criação e estabelecimento de redes de mulheres nos países em que ainda não tenham estabelecido; criar a campanha “Salário igual para trabalho igual”, para promover a erradicação da brecha salarial de gênero; continuar a organizar mais mulheres no movimento sindical e integrá-las nas estruturas e negociações sindicais; e promover a criação de campanhas incentivando os Estados a apoiar leis nacionais e internacionais que protegem os direitos humanos e sindicais das mulheres no local de trabalho e no lar.

O segundo dia da oficina começou com a economista e técnica do DIEESE Renata Filgueiras falando sobre a “Transformação do Mundo do Trabalho e o Impacto Para as Mulheres”. Ela falou que a taxa de desemprego das mulheres é, tradicionalmente, maior do que a dos homens, mesmo que nos últimos anos tenha havido leve aproximação entre os dois segmentos. No ano passado a diferença voltou a crescer. Além disso, em certas categorias de profissões intelectuais e científicas, a diferença no pagamento pode chegar a 40% em favor dos homens. Ela também destacou que as Reformas da Previdência e Trabalhista afetam principalmente as mulheres, pois são as principais responsáveis sociais pelos cuidados e estão em segmentos mais vulneráveis, como trabalho doméstico e educação.

Na sequência, Elaine Cutis, secretária da mulher da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro-CUT), fez uma breve palestra sobre a “Paternidade Responsável”. Ela ressaltou a importância de um curso sobre o tema feito pelo Sindicato dos Bancários, em nível nacional.

A 7ª Oficina foi concluída com a entrega da coordenação, de Cenise Monteiro, ex-coordenadora da Rede de Mulheres UNI Américas Brasil, para a coordenadora recém-nomeada, Elaine Cutis.

Para Andréa, secretária geral da Fitert, “os dois dias de oficina foram muito produtivos, com a participação de mulheres de diversas categorias e vários lugares do Brasil”.

Fonte: Da redação, com informações da Secretaria Geral.

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