Início do desmonte da CLT?

Bradesco apresenta plano de demissão voluntária dois dias após aprovação da Reforma Trabalhista no Senado

Nesta quinta-feira (13), através de um comunicado interno emitido aos trabalhadores da holding, o Bradesco informou a abertura de um Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE), que será válido de 17 de julho a 31 de agosto.

De acordo com informações divulgadas pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), o Bradesco alega que a redução de empregados não afetará o atendimento aos clientes, o que, por consequência, significa que apenas duas alternativas são possíveis: “ou o banco promoverá a reposição do quadro de funcionários, ou aqueles que permanecerem no banco ficarão sobrecarregados. Ficaremos atentos a essa questão”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação.

Ainda de acordo com a Contraf, a holding, que realizou incorporação recente com o HSBC, realizou redução de 3.278 postos de trabalho desde setembro de 2016 e também apresenta redução no número de agências – com o fechamento de 192 agências no primeiro trimestre de 2017.

A Fitert acredita que agora, mais do nunca, as entidades sindicais que realmente defendem os trabalhadores brasileiros devem estar em alerta a toda e qualquer movimentação por parte do patronato.

Agora que o presidente ilegítimo Michel Temer já sancionou o projeto de lei da contrarreforma trabalhista, é de se esperar que as empresas coloquem em prática o desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas, com o prevalecimento do negociado sobre o legislado, a permissão do trabalho intermitente, a liberação de gestantes em locais de trabalho insalubres, o não pagamento do 13° salário, férias e descanso semanal remunerado, diminuição do intervalo de 1 hora de alimentação e descanso para 30 minutos, entre diversos outros ataques aos trabalhadores.

O momento exige uma luta organizada e forte, por isso é importante a união entre os trabalhadores e a participação ativa nas ruas. Ainda é possível derrubar este governo golpista e exigir eleições diretas para barrar o avanço dos retrocessos. Fora Temer! Diretas Já!

Fonte: Da redação, com informações da Contraf.

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